Mais de 4 mil crianças já enfrentaram Covid em MT; 22 já morreram

Mais de 4 mil crianças pequenas de Mato Grosso, com idades entre zero e 5 anos, testaram positivo para Covid-19, desde o início da pandemia. Destas, 22 morreram.

No momento, 131 estão se tratando em casa e 6 internadas em enfermarias ou UTIs infantis. Elas não são grupo de risco, porém também não estão livres da doença, e sobretudo, são transmissoras.

Estas questões voltaram à tona com início do ano letivo, inclusive presencial em escolas privadas.

Uma servidora teve a experiência em casa de contágio dos dois filhos. Um deles, o menino, tem 4 anos. Ele adoeceu e consta nas estatísticas. A filha dela, de 6, também caiu de cama.

“No final de maio, meu marido apareceu com olho bem vermelho e reclamou de cansaço. Em seguida, vieram dores em meu corpo. Nós dois achamos que estávamos gripados. No final de semana, dia 31 de maio, já estávamos com muita dor, no corpo, olhos, na cabeça, gripe, coriza, dor de garganta, que estava bem ressacada. Nos primeiros sintomas de gripe, meus filhos também tiveram febre, leseira, dorzinha de cabeça, apontando para nuca e testa, ânsia de vômito, vômito e diarreia. O menino teve manchas no corpo e perdeu a cor no lábio superior e a menina inchou o rosto”, relata.

Assim que todos perderam o olfato, a família ficou enclausurada mesmo antes dos testes ficarem prontos.
Ninguém teve falta de ar, mas dor intensa.

“Já tive seis vezes dengue, mas nunca senti tanta dor como na Covid. O que mais me assustou nos meus filhos foi a febre alta”.

Pediatra e patologista Natasha Slhessarenko

Por isso, ela quer fugir de reinfecção e resolveu não mandar os filhos de volta à escola, presencialmente, enquanto plano de imunização não evoluir. Os dois estão fazendo aulas on-line.

A médica Natasha Slhessarenko, pediatra e patologista clínica de Várzea Grande, assegura que crianças são menos afetadas e, se isso acontece, geralmente ficam assintomáticas.

“Raramente evoluem mal e também transmite menos”, ressalta.

Ela aponta ainda que nos países que mais testaram crianças o número de contaminação ficou entre 1 e 5% dos casos confirmados e internação somente 1%. Os óbitos representam 0,5% da totalidade.

Para os pais saberem que elas estão infectadas, só tem um jeito, já que quase sempre não demonstram sintomas: é fazendo exame de laboratório. Problema é que não se faz teste toda hora. “Normalmente só se faz quando tem um caso em casa ou que entramos em contato”.

O exame a ser feito é o PCR, ou o antígeno, ou os testes moleculares para procura do vírus. Ela lembra que crianças não podem ser vacinadas, porque poucas – como a Pffizer – foram testadas em menores de 18 anos. “Ainda não houve estudo de fase 3 em crianças. Além disso, elas não são grupo de risco”, diz a médica.

Por isso, cientistas estão priorizando outros segmentos, mais vulneráveis.

Natasha destaca que mesmo assim, a vacina AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a uma multinacional farmacêutica, vai começar a ser testada em crianças de 6 a 18 anos. Serão os primeiros estudos nessa faixa etária.

Sobre a volta às aulas presenciais, ela pondera. “Precisa pensar que o Brasil é o país que está há mais tempo com escolas fechadas, isso traz um prejuízo não só do ponto de vista do conhecimento pedagógico, mas também de socialização, além da segurança alimentar porque tem muita criança que vai à escola para fazer a única refeição do dia”.

Adequando as escolas às normas sanitárias, ela defende as aulas presenciais.

Fonte: Única News

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