Clínica Vida apoia o V Simpósio sobre Dislexia; Natasha fala sobre a doença

Clínica Vida apoia o V Simpósio sobre Dislexia; Natasha fala sobre a doença

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realiza nestes dias 05 e 06 de outubro o V Simpósio sobre Dislexia. Por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19) e as necessidades de distanciamento social para prevenir a disseminação, o evento será totalmente on-line, sendo transmitido pela TV Assembleia Legislativa (30.1) e pela página do Facebook (https://www.facebook.com/facealmt).

O simpósio, cuja abertura do evento está programada para o dia 5 de outubro a partir das 18h30, tem o apoio da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

“O V Simpósio sobre Dislexia, é importantíssimo para alertar a população, bem como os profissionais da saúde, sobre a relevância do tema.  É fundamental o conhecimento cada vez mais profundo sobre a dislexia. A Clinica Vida apoia e sempre apoiará as iniciativas como esta, que trazem conhecimento e informação de qualidade à nossa população”, declara a pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, diretora técnica médica da Vida.

Conforme a especialista, a dislexia é um transtorno de aprendizado, de origem neurológica, que atinge cerca de 10% da população mundial.

A médica esclarece que o transtorno faz com que o individuo tenha dificuldades para encadear letras e formas as palavras. Ele não relaciona os sons às sílabas formados.

“A dificuldade reside por não interpretar ou decodificar os símbolos, que são as letras, e, consequentemente, no reconhecimento preciso da palavra e em soletração”.

Natasha Slhessanreko aponta que 65% dos casos de dislexia tem histórico familiar, mas ainda não se conhece qual é o gene responsável pelo transtorno. Todavia, já foi comprovado que o uso de álcool, drogas e cigarro durante a gestação podem levar ao comprometimento cognitivo do bebê.

“Não se sabe ao certo o motivo, mas o cérebro nasce diferente. Com ajuda da ressonância magnética, percebeu-se que há diferença da atividade cerebral naquelas crianças com história familiar de dislexia. A capacidade do cérebro de processar sons da linguagem é deficiente mesmo quando a criança ainda não começou a receber estímulos para aprender a ler”.

Clínica Vida apoia o V Simpósio sobre Dislexia; Natasha fala sobre a doença
Já é possível perceber os primeiros sinais de dislexia a partir dos dois anos e meio de vida

Sinais e tratamento

Já é possível perceber os primeiros sinais de dislexia a partir dos dois anos e meio de vida. Nesta idade a criança que desenvolverá o transtorno de aprendizagem demora mais para aprender a falar, tem vocabulário restrito, simplifica frases, troca o nome dos objetos e tem muita dificuldade de recontar uma história.

Por volta dos quatro anos, não consegue acompanhar o ritmo das músicas e nem identificar as rimas e canções, percebe-se atraso na coordenação motora, falta de interesse por livros. Por volta dos seis anos, surge a dificuldade para ler.

 Professores percebem e se queixam sobre os alunos que não aprendem ou que tem dificuldade para acompanhar o grupo.

“É muito importante que os sinais sejam analisados em conjunto, nunca isoladamente, pois problemas na hora de aprender a ler pode ter como causa não a dislexia, mas a falta de maturidade neurológica”.

 Como não tem exame nem tratamento específico, o diagnóstico depende de avaliação multiprofissional que envolve fonoaudiólogas, neuropediatras, psicólogas, pedagogas e psicopedagogas, explica Natasha Slhessarenko.

A médica afirma que o ideal é que se encaminhe para avaliação tão logo se note os primeiros sinais.

“A demora para diagnosticar pode levar a sequelas importantes, principalmente emocionais, levando as crianças se desinteressarem pelos estudos, a ficarem irritadas, chorosas, tristes, a perturbar o ambiente, a fazerem birra, tudo porque estão com a autoestima muito baixa. Em casa as crianças costumam receber o rótulo de desinteressadas e preguiçosas”, pontua a especialista.

Com um tratamento precoce a criança se desenvolve com menos prejuízo, pois o cérebro aprende a trabalhar nessas condições. Natasha Slhessarenko destaca que o acompanhamento precoce não evita o problema, mas facilita o processo de aprendizagem e minimiza o sofrimento do paciente.

Natasha Slhessarenko observa que existem diversas abordagens que melhoram o aprendizado dos pacientes disléxicos, com destaque para a escolha do método da escola, que deve ser o fônico, pois trabalha melhor a associação do som às letras, a organização de rotina de estudos, utilização de mapas mentais, áudio books, estratégias lúdicas e multissensoriais, utilização do tempo a seu favor (Método Pomodoro) e flashcards.

“Além disto, a família tem um papel muito importante de dar o apoio emocional, demonstrando muito amor, carinho, compreensão e permitindo que a criança vá no ritmo dela”, reforça.

V Simpósio sobre Dislexia

Clínica Vida apoia o V Simpósio sobre Dislexia; Natasha fala sobre a doença

O evento, que é uma iniciativa do deputado estadual Wilson Santos, trará palestras que abordam os efeitos da quarentena na vida de um disléxico, sobre uma rede de apoio e sinais de alerta.

Programação

D I A 0 5 / 1 0

ABERTURA: 18H30

Retrospectiva das quatros edições anteriores

Fala das autoridades e convidados

PALESTRA

TEMA: Efeitos da quarentena na vida de um disléxico.

Palestrante: Felipe Ponce / Publicitário

TEMA: Dislexia do Desenvolvimento e seus aspectos neurológicos em tempos de ensino remoto

PALESTRANTE: Dr Clay Brites – Doutor em Ciências Médicas / Neurologia infantil

D I A 0 6 / 1 0

ABERTURA: 19H

Fala das autoridades e convidados

PALESTRA

TEMA: ‘‘Instituto ABCD – Rede de apoio à pessoa com dislexia.’’

PALESTRANTE: Juliana Amorina / Fonoaudióloga

PALESTRA

TEMA: Sinais de alerta comportamentais e emocionais da Dislexia no cotidiano do ensino remoto.

PALESTRANTE: Dr. Rauni Roama Alves / Psicólogo

 

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